terça-feira, 23 de outubro de 2012

Um pouco mais sobre Diplegia Espástica

Diagnostico do Lucas.

A criança com diplegia espástica faz parte do grupo de Paralisia Cerebral. São espásticas, com envolvimento maior dos membros inferiores (MMII).
GENERALIDADES:
- A causa mais frequente é a prematuridade.
- Atraso no desenvolvimento motor global.
- À princípio o tônus é normal.
- Até 3,4 meses são parecidos com o bebê normal.
- Habilidade manipulativa é menos envolvida. Levam mãos à boca. O uso dos membros superiores (MMSS) aumenta a reação associada e irradia sutilmente para membros inferiores  (MMII).
- Quando a extensão chega ao quadril no sexto mês, é que a diplegia começará a ser percebida.
- Aos 5 meses falta a descoberta dos pés; e a movimentação da pelve em supino (antero e retroversão) não se aprimora.
- MMII + comprometidos. Discreta espasticidade inicial – ênfase à RI = adução durante movimentação espontânea.
- Chegam à locomoção.
- Equinismo dinâmico.
- Presença dos reflexos RTCA, RTL, RTCS, preensão plantar e palmar, reações associadas.
- Ausência da Reação Anfíbia e do desenvolvimento das Reações de Equilíbrio.
- Reação de Extensão Protetora exacerbada (principalmente para frente).
- Podem ser de grau moderado à leve.
- O uso excessivo dos braços faz com que percam a movimentação fina.
- Quando mais velhos, mais pesados, fala difícil, tendem a ir para cadeira de rodas.
- No desenvolvimento do diplégico a transferência  do peso está sempre à frente (tronco e MMSS).

PROBLEMAS GERAIS DO DIPLÉGICO:
- Hiperlordose lombar.
- Cifose dorsal.
- Cifoescoliose (assimetria).
- Sub-luxação dos quadris.
- Contraturas em flexão quadril/joelhos.
- Contraturas em RI (rotação interna).
- Equino varo ou valgo dos pés (pronação).
- Pé mata-borrão.
- Dificuldade na supinação dos MMSS.
- Um braço mais em flexão (RTCA).
- Problemas perceptuais, se acentuam com o estrabismo.
- Sentar em “W”.
- Durante a marcha descarregam peso sobre o tronco e não nos quadris, causando desta forma grande gasto energético durante esta atividade.

NECESSITAM:
Dissociar MMII.
Dissociar cinturas.                                                         
- Transferir peso.
Extensão de tronco.
- Posturas que quebrem padrão.
- Evitar movimentos compensatórios.

Quando a criança diplégica ainda é bebê deve-se acompanhar a escala de maturação preocupando-se em:
- retificar tronco (extensão com rotação).
- dissociar cinturas e MMII (rolar, arrastar, joelhos, semi-ajoelhado, side-sitting, etc…)
- alternar padrões (urso, cócoras, long-sitting, etc…).
- adiantar fases (se possível).
- evitar retrações e/ou contraturas de MMII.
- trabalhar mais abdução e rotação externa de MMII.
- conscientizar o calcanhar.
- promover elevação e supinação + rotação externa de MMSS.
- adoção da postura de pé o mais precoce possível, com bom alinhamento postural.
Este é o tratamento global de uma maneira geral. Acrescentando-se as fases de cirurgias e prescrição de alguma órtese (bengalas, cadeiras, calhas,…)
OBS: Se for de interesse do fisioterapeuta o uso da bengala para estimular no paciente o gosto pela marcha, é bom saber que uma vez adaptado à bengala ficará difícil para o paciente abandoná-la e tentar a marcha livre.
Ou se tenta a marcha livre de uma vez, ou  se opta pelo uso do apoio das bengalas como independência definitiva


2 comentários:

  1. Olá Aline!
    Meu nome é Márcia de Loyola responsável pelo site www.fisioterapiarj.com.br. Observei que o texto acima foi copiado na íntegra do meu site. Agradeço a preferência pelo meu artigo, e solicito que ao final do mesmo seja colocado os créditos da pesquisa ao meu site como fonte de pesquisa. Agradeço a compreensão.

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  2. Olá Aline!
    Meu nome é Márcia de Loyola responsável pelo site www.fisioterapiarj.com.br Observei que o texto acima foi copiado na íntegra do meu site. Agradeço a preferência pelo meu artigo, e solicito que ao final do mesmo seja colocado os créditos da pesquisa ao meu site como fonte de pesquisa. Agradeço a compreensão.

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